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* Domingo, Novembro 27, 2005 *
Cavalgando
 Cavalgando Tenho cavalgado sem rédeas. Manter-me ereta é muitas vezes difícil, principalmente em trilhas de pedra. A hostilidade do lugar parece ser triplicada e cada movimento tem que ser cuidadoso. Outras vezes, perco controle sobre a montaria. Ela corre loucamente como se fugisse de algo que nem sei o que é. Seria medo do Destino ou de si mesma? Mas ela é forte! Por piores que sejam nossas jornadas juntas não me sinto abandonada. É uma viagem solitária, não conversamos, mas ela escuta meus monólogos eternos com paciência e afeto. Há momentos nos quais a paisagem me tenta. Tenho vontade de parar, de ficar ali mesmo e não mais seguir viagem. Mas minha companheira conhece-me bem. Ela sabe que se ficar me arrependerei do tempo perdido. Por isso, ela continua trotando harmoniosamente, ignorando meus comandos agitados. Tenho momentos de medo e incerteza. Então agarro-me com força à sua crina. Não sei se ela sente dor, mas parece perdoar-me em minha aflição. São os poucos os momentos em que quebra seu silêncio. Solta um relincho alto que encoa por todos os lados. Ela chora pelas injustiças que vê. Sente-se ferida pelos seus companheiros que são sacrificados. Não compreende a razão dos homens e suas leis. Nesses momentos ela abaixa a cabeça, mas segue adiante. Somos companheiras inseparáveis, mas vivemos em liberdade. Por isso escolhi tirar-lhe uma embocadura que a machuque ou aprisione. Ela sabe o trajeto muito bem e sou grata por tudo que me dá a cada dia. O final de nossa estrada só ela conhece, mas não temo porque sei que estou em boas mãos. O nome dela? É Vida! De: Barbara Mayo - 25/04/04
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BM2 Love Angel 6:22 PM
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