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    * Sábado, Janeiro 21, 2006 *


    Propósito

    Acordar pela manhã, ir para o trabalho, voltar cansado, faz isso, faz aqui e o assim passa o dia. E assim passa a vida...
    Ninguém viu, sempre se diz que "partiu cedo demais", mas não se assume o marasmo cotidiano.
    É desagradável ter que assumir que se trocou a vida por um "reality show" ou alguma novela tediosa.
    Qual é a linha que separa o mundo virtual que abre portas para novas "realidades" do que vicia e aliena?
    Lobão falava sobre "dez anos a mil do que mil anos a dez" e concordo com ele.
    Não quero a segurança de viver um dia várias vezes. Nada teria sentido se cada amanhecer não fosse único, cada emoção reveladora e cada passo uma aventura.
    O ar que se respira é o mesmo vento que se movimenta sempre.
    É por segurança ou preguiça que se busca estabilidade? Estabilidade essa muitas vezes baseada em mentiras e falsidade.
    A Vida tem sempre um propósito. Mesmo que não se saiba qual, mas ela não é para ser ignorada ou "taken for granted".
    Para esperar a Morte para se arrepender do tempo perdido se você tem hoje para Viver?


    Barbara Mayo - 18/11/2005


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    7:18 PM [+]
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    * Terça-feira, Dezembro 13, 2005 *


    Perdido


    Foi dormir tarde.
    Naqueles dias, não sabia bem o que fazer.
    Tinha idéias, metas e sonhos, mas não conseguia enxergar uma saída.
    Até ali, ele tinha feito de tudo. Ou pelo menos, pensava assim.
    Tinha inveja dos seus conhecidos que haviam alcançado mais que ele.
    Se perguntava o porquê de ser tão desfavorecido.
    Seria burrice? Uma maldição? Ou o fato de vir de uma família menos favorecida?
    Uma desculpa deveria haver.
    Buscava sempre externamente. Evitando olhar dentro de si e se decepcionar consigo mesmo.
    Não que fosse uma má pessoa. Isso jamais!
    Tinha um coração de ouro, mas a alma era perturbada constantemente pelos seus monstros internos.
    O que fará, ninguém sabe. Nem ele mesmo...
    Talvez um dia descubra que as respostas para seus enigmas se encontram escondidas em seu ser e quebre o ciclo vicioso no qual vive atrelado.
    Pode se que caia de pára-quedas na solução dos seus problemas.
    O Caminho não importa. O que conta no final da história é o resultado: a Liberdade!

    Autora: Barbara Mayo - 13/12/2005


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    9:15 AM [+]
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    * Terça-feira, Dezembro 06, 2005 *


    Testamento



    Quando eu morrer,
    não chore por mim.
    Não me compre coroas.
    Não me adorne como rainha.
    Não me compre um caixão de ouro nem prata.
    Não faça velório.
    Não pague cantata.

    Quando eu morrer,
    não chore por mim.
    Não me encomende missa,
    nem túmulo de mármore.
    Não me adore nem me chame de santa.
    Não exalte minhas qualidades
    mas perdõe meus erros.

    Quando eu morrer,
    não chore por mim.
    Dõe o que tiver, se algo tiver,
    a quem precisa.
    Não guarde lembranças tolas
    de um corpo comido por vermes.
    Se for possível, deixe que extraiam todos meus órgãos.

    Quando eu morrer,
    não chore por mim.
    Me ame agora.
    Dê-me todos os beijos e abraços,
    carinhos e carícias que puder.
    Não espere pelo momento apropriado
    porque pode ser que ele nunca venha.

    Quando eu morrer,
    não chore por mim.
    Mas se mesmo contra vontade
    as lágrimas vierem, pense nos bons momentos que passamos juntos,
    Olhe para o ceu e sorria.
    Quem sabe eu não estarei sorrindo contigo...
    Autora: Barbara Mayo - 04/10/04


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    11:12 AM [+]
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    * Segunda-feira, Dezembro 05, 2005 *


    Choveu em mim



    O coração apertou.
    Desta vez, não eram as dúvidas que incomodavam, mas a luz dos fatos havia trazido à tona assuntos que estariam melhor se perdidos.

    A garganta deu um nó.
    As palavras fugiram e o silêncio deixou um gosto amargo na boca.

    O sorriso se foi.
    Não havia mais alegrias e pensamentos torturantes povoavam a mente cortando a alma como se fossem espadas afiadas.

    Os olhos embaçaram.
    Tudo ficou fosco, sem cor e sem brilho.
    De um canto, surgiram lágrimas que escorregavam lentamente pela face.
    E foi assim que choveu em mim.

    Autora: Barbara Mayo - 10/10/04


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    11:23 AM [+]
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    * Quinta-feira, Dezembro 01, 2005 *


    Não brinque com sua vida

    Yahoo! Avatars

    Support World AIDS Day

    Proteja-se, informe-se, mas não ignore a verdade.

    Cuide-se sempre!


    Compartilhado por Barbara Mayo
    10:01 AM [+]
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    * Quarta-feira, Novembro 30, 2005 *


    Sexta-feira

    Saxophone


    Era sexta-feira.
    A semana tinha até começado bem, mas desde quinta-feira, o cotidiano incomodava.
    Não era algo em especial. Um conjunto de situações e pessoas tiravam a paz interior.
    Tinha se esforçado para manter-se alerta o máximo possível, mas sentia ter perdido o controle sobre si mais uma vez.
    Provavelmente, isso era o que estava perturbando mais o ambiente: sua fraqueza.
    Pensamentos insanos povoavam a mente e impediam qualquer tipo de meditação.
    Só se deu conta disso quando já se dirigia para a estação.
    Com o mesmo espanto que se via acordada, se perguntava o que havia lhe retirado de sua inércia.
    A resposta veio doce, suave, musical.
    No tunel que ligava o metro a estação central, havia um homem. Estava sentado no chão meio largado com a aparência de um sem-teto. Tocava "Summertime" com seu saxofone numa versão exclusiva sua. Era difícil de acompanhar com a voz porque a melodia conhecida tinha ganhado um formato muito diferente do esperado ao se misturar com a emoção do artista de rua.
    Pela primeira vez em muitos anos, cruzou um portal e viu a luz que via de fora. Se emocionou. Chegou a pensar em voltar em escutar mais, só que sabia que o milagre já havia acontecido, não era necessário insistir em repetir-lo.
    Sentiu uma benção tocar seu coração e se alegrou sinceramente.
    Era muito mais que poderia esperar.
    Orou em silêncio e agradeceu o Presente.
    Continuou caminhando. O fim de semana estava apenas começando...

    Autora: Barbara Mayo - 28/08/05


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    11:05 AM [+]
    0 filosofaram junto.

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    * Terça-feira, Novembro 29, 2005 *


    Rótulos

    Labels


    Não me rotulem, por favor.
    Qual é a graça em sermos todos iguais?
    Vestirmos as mesmas roupas?
    Fazermos tudo do mesmo jeito?

    De que valeria acordar pela manhã,
    embriagar-se de café forte,
    sair de casa com olhos ainda colando
    se tudo fosse previsível?

    Não precisaríamos procurar pelo Grande Amor de nossas vidas
    Já que qualquer um serviria.
    Compraríamos todos as mesmas marcas de produtos.
    Cheraríamos todos iguais.

    Que triste seria nunca ter uma supresa.
    Usar sempre roupas adequadas.
    Nem pensar em previsão do tempo,
    ou mesmo nas nossas falhas.

    Prefiro minha confusão diária
    com seus momentos de caos e suspense.
    Quero mudar sempre de corte de cabelo
    e deixar que desavisados me confundam.

    A mim só me interessa a tribo de muitas caras.
    Quero ser livre e respirar todos os ares
    e por isso peço que entremos num acordo:
    Não me rotulem, por favor!


    Autora: Barbara Mayo - 03/10/04.


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    11:21 AM [+]
    0 filosofaram junto.

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    *Esse layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*